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domingo, 2 de junho de 2013

Tudo o que se quer


Pouco é sabido, mas a Parada Gay somente se originou por conta de uma batida policial em um bar - o Stonewall - frequentado por homossexuais, em Nova Iorque, no ano de 1969. Em 28 de junho, daquele ano, dois mil manifestantes foram às ruas pelas pessoas que foram presas e espancadas naquele bar.
E foi esse dia que marcou, então, o início pela luta LGBT em prol da liberdade de expressão e igualdade de direitos deste grupo da população.

E, assim, os homossexuais vêm conseguindo conquistas seus direitos durante essas décadas.
A homossexualidade já não é mais considerada como uma doença, e muitos países ao redor do mundo já conseguiram liberar o casamento homossexual.

Um dos gatilhos principais para essas conquistas foram as Paradas de Orgulho Gay, onde os manifestantes demonstram o orgulho, e não a vergonha, de ser quem são. Orgulham-se de suas identidades. E nada mais louvável do que isso! O Brasil é o país que sedia uma das maiores Paradas Gays do mundo.
Mas o seu real propósito tem se perdido ao longo dos anos. Muito do que se vê é parecido com uma Micareta Gay - pessoas fazendo sexo na avenida, muita balburdia... Poucos os que ainda lutam pelo verdadeiro sentido das Paradas, que é a luta pela liberdade de expressão, pela igualdade, pelo término do preconceito.

Se o alcance de pessoas é tão grande durante a Parada Gay, tem que se aproveitar para mostrar o que se quer: RESPEITO!


domingo, 21 de abril de 2013

O ungido de Deus


Eleito em 2011 como Deputado Federal, Marco Antonio Feliciano, empresário e também Pastor Evangélico da Assembleia de Deus Catedral do Avivamento esteve envolvido em muitas polêmicas relacionadas com a sua posição religiosa dentro da política. Desde o início de 2013, quando foi eleito como Presidente da Comissão de Direitos Humanos e Minorias, as críticas e protestos por conta de suas declarações aumentaram consideravelmente.

O modo como Feliciano interpreta a Bíblia, a escritura sagrada de sua religião, é o motivo pelo qual o torna alvo de toda essa discussão. Tal atitude do Deputado Federal demonstra um certo equívoco de sua parte, uma vez que os textos da Bíblia produzem diferentes significados dependendo do contexto em que é inserido.
A interpretação se baseia na descoberta do significado e do sentido de algo - geralmente ocasionado por ação humana. Um texto pode, por si só, conter inúmeros significados de acordo com o contexto em que é inserido. A Bíblia, por exemplo, é um livro milenar que carrega consigo sentidos diversos, e em cada povo que a segue, segue de maneira diferente.

Enquanto Presidente da CDHM, Feliciano deveria lutar, estudar e projetar novas propostas contra a ameaça ou violação de direitos humanos, sem deixar a sua religiosidade interferir tão seriamente da formo como vem interferindo, lutando apenas pelos princípios de sua religião.
Vivemos em um país mestiço, multicultural e laico. Precisamos, então, começar a pensar como tal.
Não é o fato de discordar com Marco Feliciano que irá levar o religioso ao descontentamento de seu Deus.
Estamos falando dos direitos de pessoas que, como esses religiosos, têm uma família, trabalham, estudam, e têm sentimentos.
Criticar as declarações públicas do Deputado Feliciano tornou-se algo ofensor, para a visão dos religiosos. Mas vocês esquecem de quantas declarações a figura faz menosprezando as opiniões daqueles que não o seguem.
Marco Feliciano é como qualquer outro homem do país. Sua diferença é a de que ele está no Poder e sabe que a sua palavra exerce mais poder. O Deputado não tem o direito de tirar os direitos de outrem.

E deixar Feliciano, e todos os outros políticos que agem igualmente, no Poder é o mesmo que estar nos sentenciando, pois chegará uma hora em que ninguém vai ter direito a mais nada.
O que é correto, então? Questionarmos ou acatarmos?